A origem do SPAM

Não é raro a ocasião em que me perguntam “Ricardo, o que é isso do SPAM?”. Com alguma paciência, tento explicar que não passa de lixo electrónico e faço o paralelismo com a publicidade não endereçada que todos os dias nos enche a caixa de correio (física).

Enquanto que no correio físico é fácil de explicar o objectivo de jornais como a “Dica da Semana”, é curioso que a maioria das pessoas não compreende a razão que motiva o envio das mensagem electrónicas. “Como é que eles sabem o meu endereço de e-mail?”.

Por outro lado, também não compreendem como é possivel enviar tantas mensagens em tão pouco tempo. Tento falar dos sistemas de envio automatizado, dos spammers, dos spiders, mas nem sempre é fácil passar a mensagem.

Entretanto há dias no Bitaites um artigo muito interessante sobre a origem história do SPAM.

Os primeiros spammers foram dois advogados. E o termo spam surgiu a partir de um sketch dos Monty Python.

5 de Março de 1994. Esta é a data normalmente aceite para o inicio do fenómeno spam: um casal de advogados do Arizona, Laurence Canter e Martha Siegel, enviou uma mensagem sobre uma lotaria de Green Cards para um grupo de discussão da USENET.
Foi considerado um acto de propaganda e gerou espanto e revolta nos membros desse grupo de discussão, mas não depoletou o uso “oficial”do termo.

Há quem considere que a data verdadeiramente relevante para o inicio do spam é a de 12 de Abril de 1994, quando o mesmo casal de advogados utilizou um programa capaz de automatizar o envio da mesma mensagem para diversos grupos de discussão ao mesmo tempo. O envio de mensagens em massa chegou a provocar problemas na rede, intensificando as reacções negativas entre os internautas.

O casal soube capitalizar a fama: escreveu um livro – “How to Make a Fortune on the Internet Superhighway“ e, apesar dos protestos, ganhou muito dinheiro com as mensagens enviadas aos grupos de discussão. Divorciaram-se em 1996.

Martha Siegel morreu quatro anos depois, em 2000. Canter ficou impedido de praticar advocacia em 1997: uma das razões que o Supremo Tribunal do Tennessee invocou para o bloquear foram as suas práticas duvidosas no envio de emails anunciando a sua actividade. Canter foi entrevistado pela Cnet. News a 16 de Março de 2002 e falou sobre o seu papel na criação do fenómeno spam.

Qual é a origem do termo spam?

É preciso recuar outra vez a 12 de Abril de 1994. Foi nesse dia que alguém se lembrou de associar as acções do casal de advogados a um sketch dos Monty Phyton retirado da série de televisão Monty Python´s Flying Circus.

Nessa rábula, um casal entra numa taberna gerida por um grupo de vikings impertinentes cujas únicas refeições que têm para oferecer aos pobres clientes são à base dos enlatados SPAM. Os vikings repetem a palavra spam até à exaustão, provocando desconforto nos clientes.

Os Monty Python estavam a gozar com uma marca norte-americana de presuntos muito conhecida: a SPAM, da Hormel. A empresa nada tem a ver com o fenómeno spam mas ver a sua preciosa marca associada a uma fenómeno tão negativo obrigou-a a emitir uma declaração separando as águas e lamentando o uso generalizado do termo.

Se investigarmos um pouco mais, descobriremos que o termo Spam foi cunhado em 1936, ano em que a Hormel se preparava para lançar um novo enlatado de presunto e ofereceu 100 dólares a quem apresentasse a melhor proposta para o nome.

O vencedor foi um actor da Broadway chamado Kenneth Daigneau, irmão do vice-presidente da empresa, Ralph Daigneau. Kenneth criou a palavra a partir da expressão spiced ham: ’sp’ de spiced, ‘am’ de ham.

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