Futurália 2013, uma opinião crítica

 

Logótipo da Futurália

Logótipo da Futurália

Visitei ontem a Futurália, uma feira dedicada à educação e à formação que se realiza todos os anos na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa.

A feira é dirigida aos alunos do 9º/12º ano, com o objectivo de apresentar ofertas e opções educativas disponíveis não só a nível de formação de base (Escolas Profissionais e Universidades) como também,  complementar (vi lá o British Council ou a Alliance Française, por exemplo).

O objectivo da minha visita era apenas assistir ao lançamento do Livro “A Escola e as TIC na Sociedade do Conhecimento“, que contou com a colaboração, em co-autoria, de uma amiga. Contudo, como cheguei mais cedo resolvi percorrer e analisar o espaço.

Poucos expositores

Tinha lido aqui que estariam presentes cerca de 400 expositores. Porém, fiquei desiludido uma vez que o espaço estava bastante vazio, pelo menos em comparação com edições anteriores.

Por curiosidade, resolvi contar o número de expositores com base na lista oficial: contei 141 (descarregar a lista em excel), um número mais realista mas ainda assim inflacionado uma vez que conta os restaurantes como expositores.

Não sei se é política da FIL fazer isto em todas as exposições, mas não me parece correcto. Por exemplo, tanto quanto sei a Fira de Barcelona não o faz. Parece-me mais correcto não incluir as estruturas de apoio na lista de expositores. Bom, mas isto é apenas um pequeno detalhe.

De qualquer modo, o espaço estava bem distribuído. Não é fácil organizar uma exposição deste género sobretudo com poucas entidades presentes.

As Universidades e Escolas Profissionais usam estes eventos para se apresentarem ao seu público-alvo. Portugal tem 121 Instituições de Ensino Superior (entre públicas e privadas), mas a maioria não estava representada. Notei a ausência de pesos pesados como o Técnico.

Talvez haja instituições que não considerem relevante a participação numa feira deste género e que prefiram canalizar os custos associados para outros eventos, como os open-days ou as Academias. Os custos de participação nestas feiras podem efectivamente ser muito elevados porque a partir do momento que uma entidade decide participar, sente-se obrigada a “competir” com os seus pares e a criar um stand maior e mais apelativo.

O algodão é doce

Mas na realidade, havia um pouco de tudo.

Alguns stands eram mesmo muito simples, como por exemplo o da UBI que não entrou em aventuras e se fez representar uma fórma modesta.

Outros tinham produções maiores, como era o caso da Universidade de Lisboa (para mim o melhor stand da feira) ou da Força Aérea, que levou um F-16 e permitia que todos se sentassem por breves instantes no cockpit. Isto fez as delicias de muitas crianças e é um excelente exemplo de uso de marketing emocional.

Houve uma situação que me chamou a atenção pela negativa: O stand do ISCTE-IUL, que até estava bem conseguido, oferecia algodão-doce, algo que me pareceu desnecessário (Ler artigo da revista Fórum “Se és guloso, visita o stand ISCTE).

O stand do ISCTE-IUL oferecia pipocas.

O stand do ISCTE-IUL oferecia pipocas.

É certo que isto pode criar interesse e gerar procura, mas parece-me demasiado infantil e acho muito pouco provável que alguém se vá candidar ao ISCTE por causa desta oferta.

O mesmo se aplica a outro tipo de recuerdos que não têm utilidade para criar uma relação (vinculo emocional) com os potencias clientes (Ainda tenho gavetas cheias de canetas e de blocos de notas de várias universidades onde nunca estudei, pelo que creio que estes souvenirs não tiveram nenhum impacto no meu processo de decisão…).

Segundo sei, a Nova fez algo parecido no ano passado ao oferecer pipocas, até ao Ministro Nuno Crato.

 

A (má) sinalética

Quando entrei no recinto pela primeira vez, tinha um objectivo específico: localizar o Lounge, o local onde seria a conferência a que iria assistir e cuja referência estava no convite que recebi.

Identifiquei um problema. O mapa de localização não tinha qualquer informação de contexto. Não existia nenhuma indicação do génerovocê está aqui“, o que iria facilitar a minha orientação.

 

O mapa da Futurália não tinha informação de contexto, por exemplo "estás aqui".

O mapa da Futurália não tinha informação de contexto, por exemplo “Você está aqui”.

Não só não conseguia encontrar no mapa a minha localização naquele momento, como também não conseguia encontrar o meu destino.

Acabei por desistir e tentar encontrar o local de outra forma. Acabei por encontrar porque, felizmente para este caso, o recinto era pequeno.

Contudo, para melhorar a experiência dos visitantes, os mapas deveriam estar contextualizados e conter, por exemplo:

  • Uma referência ao rio Tejo para se compreender de uma forma imediata qual era a orientação dos pavilhões;
  • Uma referência aos espaços de apoio (por exemplo a localização dos auditórios ou do Lounge)Se repararem na foto em cima, o Lounge fica ao fundo o Pavilhão 2, e está representado por um grande rectângulo em branco. Seria mais simples escrever simplesmente “Lounge” dentro desse espaço.
  • A maioria dos expositores não estava identificado no mapa, o que obrigava a consultar a lista à direita e depois procurar o número do Stand. Talvez a inclusão do logótipo no mapa fosse um serviço premium (logo, poucos estiveram para isso), o que não faria sentido para stands tão grandes como o da Universidade de Lisboa.

 

A sinalética da Futurália era confusa e muitos visitante ficavam vários minutos a tentar interpretar o mapa.

A sinalética da Futurália era confusa e muitos visitante ficavam vários minutos a tentar interpretar o mapa.

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